Resenha: Série Perdida (Carina Rissi)

fevereiro 07, 2017

Primeiramente gostaria de me desculpar, pois os dias de post são segunda, quarta e sexta e eu tenho procurado seguir esse cronograma à risca, porém ontem não deu pra postar. Meu dia foi uma correria, passei o dia todo fora, resolvendo alguns problemas, fui ao banco, etc. Mas saibam que estou tentando me organizar mais ainda pra deixar todas as postagens programadinhas pra vocês, justamente pra não haver imprevistos como esse. E, um último aviso: Sexta feira vou viajar para Natal/RN, aniversário de 90 anos da minha vózinha, aguardem pois terá algumas novidades. 
362 páginas.
Eu relutei muito em ler essa série, tirei muitas conclusões precipitadas sem motivo nenhum! Mas quando eu finalmente dei uma chance, fiquei completamente apaixonada. Quanto a mim, falar de romance é sempre ser suspeita, pois eu amo. Mas não vai pensando que é qualquer romance que me agrada (apesar de não ser tão difícil assim), dona Carina Rissi tem muito talento!
Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos... “Perdida” é uma história apaixonante com um ritmo intenso, que vai fazer você devorar até a última página.  

Sofia é, sem dúvida, uma mulher do século XXI. Trabalha, é independente, corre atrás do que quer e é super conectada as tecnologias. Começou desde cedo a vida de adulta, pois seus pais morreram na sua adolescência e ela teve que se virar sozinha. Não tão só, pois tinha sua melhor amiga Nina e Rafael, namorado de Nina. Sofia nunca conseguiu entender o amor, e o via de perto em Nina e Rafael. Mas claro que o destino tinha uma bela lição para Sofia, algo que ela jamais imaginou. De uma forma bem esquisita ela vai parar no século XIX, perdida, completamente deslocada e sem saber como voltar pra casa. A parte boa? Ian Clarke, perfeito cavalheiro, super educado e gentil, é quase impossível não se apaixonar, mas ou Sofia volta pra casa ou Sofia cede ao amor.
Sofia é fã número 1 de Jane Austen, e não tira de dentro de sua bolsa uma versão surrada e antiga de Razão e sensibilidade. E acaba pensando se seria possível mesmo existir aquele cavalheiro que até então só estava nos livros.  E é aí que a jornada de Sofia começa, ela parte para descobrir como voltar pra casa, conhecer Ian Clark e evitar de se apaixonar, proteger e cuidar de Elisa, a irmã de Ian, e descobrir nela uma dama gentil e adorável, e descobrir se essa dama pode existir nela mesma. Nessa jornada, o mais difícil é a adaptação, pois que mudança imensa são os costumes do século XXI para o século XIX.

“Assim como este rio, você segue seu curso. Se uma pedra aparecer na sua frente, você simplesmente a contorna e tenta encontrar um novo caminho. E, assim como as águas deste rio correm em direção ao mar, eu sei que você corre em direção à sua casa.”

A narrativa da história é ótima, super fluída, engraçada. Sofia é desajeitada, atrapalhada e estabanada. Ian é um amor, gentil, romântico, educado, é aquele verdadeiro homem perfeito. O mais engraçado é ver a Sofia tentando se adaptar ao século XIX, onde não existia banheiro, água encanada, papel higiênico, anestesia, internet, carros (apenas carruagens), e as mulheres ainda não tinham estabelecido o lugar que Sofia já estava acostumada. Mas todos esses assuntos são abordados de forma natural, espontânea e muito divertida. 
474 páginas.
Cuidado, pois a partir daqui pode haver alguns spoilers
Sofia finalmente se entregou a Ian, como não imaginava ser possível. Encontrou nele um amor, um amigo, um companheiro, e estão prestes a se casarem. Mas Ian está estranho, e Sofia desconfia que ele está escondendo algo dela. E de início ela já não para de aprontar, faltando poucos dias para o casamento, Sofia sofre um pequeno acidente e quebra algo de extrema importância para Ian. Então ela decide comprar um presente caro e sofisticado, a altura daquele que ela quebrou. Só que ela não quer usar o dinheiro do Ian para pagá-lo, pois sendo assim não seria presente. E as coisas se encaminham naturalmente ao decorrer da história pra ela criar o seu próprio negócio e trabalhar para ela mesma, só que no século XIX as mulheres ficam em casa e cuidam de seus maridos, mas Sofia não é esse tipo de mulher. E ela acaba cedendo, mas não conta a Ian do seu pequeno negócio. Para piorar, quando o dia do casamento finalmente chega, Sofia é informada já no altar pelo próprio padre que todos os casamentos são realizados em Latim, e ela não faz a menor ideia de como se fala latim. A confusão começa daí quando ela faz um mini-drama para o padre casar eles em português, do contrários eles irão se juntar sem se casar. Aí vocês imaginam a confusão, não é? E não para por aí, durante a grande festa de recepção dos convidados, chega uma visita nada agradável - a tia insuportável de Ian. Ela vai tentar de todas as maneiras colocar a vida de Sofia de cabeça para baixo, pois para ela, Sofia não estava a altura de Ian e o casamento deles foi um erro.
É muita confusão e isso nos proporciona ótimas risadas. Mas confesso que dos três livros, esse foi o meu "menos preferido" digamos assim. Não por a escrita ser cansativa, ou a história chata, nada disso! Só porque os outros me prenderam mais, e eu gostei mais um pouquinho da história dos outros. 
Ian estava escondendo de Sofia uma "maldição" que mulheres recém casadas estavam morrendo na lua de mel, e Sofia acaba dando um jeito para toda essa confusão: a crinolina de metal estava atraindo raios. A grande descoberta de Sofia ainda ajuda muitas mulheres, inclusive a tia intrometida e insuportável de Ian. 
Carina Rissi tem o dom de escrever romance, com aquela pitada de comédia e muita criatividade! 
457 páginas.
O último livro que conta a história de Sofia e Ian, o casal mais amorzinho do Brasil, vai ser narrado por Ian. Além disso, ele estará perdido no século XXI. E ainda não para por aí, ele infelizmente estará com perda de memória recente, e cada vez que ele perde a memória mais os últimos meses que ele viveu (com Sofia) vai desaparecendo. Mas Sofia estará ao seu lado, e eles terão pouco tempo para salvar Elisa, que também está perdida no século XXI, no meio da grande São Paulo. Agora Ian e Sofia tem uma filhinha, a Marina, e ela ficou no século XIX. Mas tudo isso, toda a história de amor dos dois pode estar perdida se eles não encontrarem Elisa e retornarem ao passado urgentemente. 
Ian vai ter dificuldade para se adaptar a vida, roupas, e costumes do século XXI, e essa adaptação como sempre nos dá muitos motivos de risos. Ele será preso, roubará documentos de hospital, vai xingar um delegado, e conhecer a melhor amiga de Sofia, a Nina. 
O livro é maravilhoso, a história é realmente muito fluída, nos faz rir, chorar, causa espanto, surpresa e muito mais. Não resta dúvida que a Carina é muito talentosa, uma escritora super criativa, a série de forma alguma é cansativa e dá pra ler rapidinho os três livros. A gente consegue ler tão rápido que antes de acabar já começa a bater a saudades. Os livros são publicados pela Editora Verus. E após os três livros, tem um quarto livro que vai contar a história da Elisa Clarke. Carina Rissi é uma das provas que você não pode falar que escritores brasileiros não fazem bons livros.

A série sem dúvida merece cinco estrelinhas de avaliação ❤.
E vocês, já leram algum livro da Carina Rissi? Deixem nos comentários a opinião de vocês, vem, vamos conversar!

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